Jaguar Land Rover anunciou um plano de corte de vagas para reduzir custos e melhorar a competitividade global da empresa.
O grupo diz que os ajustes visam preservar recursos para investimentos em eletrificação, tecnologias digitais e manufatura avançada.
Os detalhes e números foram divulgados pela própria empresa nesta segunda-feira, conforme informação divulgada pelo g1
Detalhes do plano e números oficiais
A empresa afirmou que pretende economizar 1,7 bilhão de libras (cerca de R$ 12,5 bilhões) e reduzir seu ponto de equilíbrio para cerca de 300 mil veículos, medidas que devem ocorrer ao longo dos próximos dois anos.
A JLR emprega cerca de 30 mil pessoas no Reino Unido, de um total de aproximadamente 40 mil funcionários no mundo, segundo as informações divulgadas pela companhia.
A companhia, controlada pela indiana Tata Motors, confirmou os cortes enquanto o ministro das Finanças, John Healey, discursava na cidade vizinha de Coventry sobre medidas para estimular o crescimento econômico.
Investimentos, produtos e prioridades
A Jaguar Land Rover informou que lançará cinco novos produtos nos próximos 12 meses, parte da estratégia para manter a linha de modelos atraente mesmo com a redução de custos.
Além disso, as mudanças, segundo a empresa, vão sustentar investimentos de 15 bilhões a 18 bilhões de libras (cerca de R$ 110,5 bilhões a R$ 132,6 bilhões) nos próximos cinco anos em eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e melhorias na experiência do cliente.
A empresa afirma que essas apostas em tecnologia e eletrificação são essenciais para competir em um mercado automotivo em rápida transformação.
Reação política e próximos passos
O ministro dos Negócios, Jonathan Reynolds, disse no domingo que se reunirá nesta semana com o diretor-executivo, PB Balaji, para discutir os cortes de empregos, após reportagens da imprensa sobre os planos da empresa.
Analistas e representantes do setor apontam que a JLR tenta reduzir o seu ponto de equilíbrio e ajustar custos fixos, enquanto mantém a meta de acelerar a transição para veículos elétricos e investir em digitalização.
O corte de aproximadamente 4 mil vagas globalmente representa uma mudança significativa para a fabricante, que busca equilibrar eficiência operacional e continuidade dos investimentos estratégicos.