Expansão da BYD, o maior desafio é a geopolítica, diz Stella Li; empresa adia entrada de carros de passeio nos EUA e mira liderança global

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A vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, afirmou que o principal desafio para a expansão da BYD é a geopolítica, e que a incerteza nas relações internacionais dificulta decisões de investimento.

Li disse que a empresa decidiu, por ora, não vender carros de passeio nos Estados Unidos, apesar de já ter presença no país, por causa da falta de clareza e estabilidade no mercado.

As declarações foram feitas na Cúpula da Ásia do Milken Institute, conforme informação divulgada pela executiva da BYD na Cúpula da Ásia do Milken Institute.

Geopolítica e a decisão de adiar entrada nos EUA

Segundo Stella Li, a geopolítica impede que a empresa tenha a previsibilidade necessária para controlar riscos e investir com segurança. “Quando fazemos negócios, queremos agir com certeza e visibilidade para que possamos controlar a situação e, assim, investir, Mas, com a geopolítica, nunca se sabe qual é a intenção nem o que eles estão fazendo”, afirmou Li.

Por causa desse cenário, a BYD optou por não lançar, por enquanto, sua linha de carros de passeio nos EUA. “Não temos clareza, visibilidade e estabilidade lá, então decidimos esperar e não entrar no mercado norte-americano de carros de passeio neste momento”, disse a executiva.

As falas ocorrem meses depois que o presidente da BYD declarou a meta de tornar a companhia a maior montadora do mundo em cinco anos, contexto que torna a abordagem sobre expansão global ainda mais sensível.

Posição da BYD em outros setores e estratégia de parcerias

Li destacou que a BYD não pretende buscar parcerias com outras companhias chinesas, por já ocupar posição de liderança em áreas além do automóvel, como armazenamento de energia e painéis solares. “Somos líderes em vários setores, não apenas em automóveis”, disse a executiva.

Sobre tecnologia, Li citou a relação com fornecedores de chips, afirmando que a Nvidia segue sendo um parceiro “muito forte” para a BYD, especialmente na área de processadores e componentes eletrônicos.

Mão de obra, automação e avaliação em bolsa

A executiva comentou que tem sido difícil contratar pessoal suficiente na China, e que a empresa espera recorrer a robôs industriais no futuro para atender a demanda produtiva. A adoção de automação aparece como resposta à escassez de mão de obra direta.

Li também criticou a valuation da BYD, dizendo que as ações da companhia em Hong Kong estavam “extremamente subvalorizadas” quando comparadas a pares americanos, e ressaltou que a BYD é uma empresa de engenharia, e não apenas uma montadora.

O que isso significa para a expansão da BYD

A avaliação de Stella Li mostra que a expansão da BYD continuará sendo guiada por cautela, principalmente em mercados onde a geopolítica aumenta o risco. Enquanto a empresa amplia atuação em energia e tecnologia, a entrada completa em mercados-chave como os EUA segue condicionada à estabilidade e previsibilidade nas relações internacionais.

Em resumo, a expansão da BYD depende tanto da sua capacidade tecnológica e financeira, quanto de um ambiente geopolítico mais claro, e as decisões tomadas nos próximos meses vão indicar o ritmo com que a companhia buscará cumprir sua ambição de liderança global.

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