Quando a criança pode ir no banco da frente, regras do Contran, Senatran e Inmetro, como escolher a cadeirinha correta, e dicas práticas para evitar multas e riscos na volta do feriado

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Quando a criança pode ir no banco da frente, quais as regras do Contran, Senatran e Inmetro, e o que pais e responsáveis devem checar antes de liberar a criança no assento dianteiro

Voltar de um feriado com crianças no carro exige atenção além da pressa, porque nem sempre a posição mais prática é a mais segura.

O principal é seguir as regras e usar o dispositivo correto para a idade, peso e altura, assim você reduz riscos e evita penalidades.

As informações deste texto foram compiladas com base em orientações de órgãos como Contran, Senatran e Inmetro, e em declarações de especialistas, conforme informações divulgadas pelo Contran, Senatran e Inmetro.

Quando é permitido levar a criança no banco da frente

O Conselho Nacional de Trânsito, Contran, permite o transporte no banco da frente em situações específicas, e essas exceções merecem atenção para não comprometer a segurança.

Segundo o Contran, a criança pode ir no banco da frente quando ela tiver a partir de 10 anos e utilizar cinto de segurança, quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos, em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples, e quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro, ficando na frente a de maior estatura.

Outra condição citada é a presença de equipamentos certificados, caso sejam utilizados no banco dianteiro.

Quais dispositivos são considerados adequados e as faixas recomendadas

Senatran e Inmetro esclarecem quais são os dispositivos aprovados, e é essencial usar apenas o que tem certificação, para garantir proteção real.

Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg, Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg, Assento de elevação: de 4 a 7 anos, entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura, Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura.

O Inmetro reforça que apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados, e que não há certificação para outros tipos de equipamentos.

Como a transição entre dispositivos deve ser feita

A escolha do momento certo para trocar o equipamento deve acompanhar o crescimento da criança, porque cada modelo é indicado para faixa etária específica.

Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição, e a prioridade é sempre manter o dispositivo que melhor ajuste peso, idade e altura.

Para crianças maiores, a altura costuma ser o fator decisivo na hora de dispensar o assento de elevação, porque o cinto de três pontos precisa passar corretamente pelo peito.

Sobre conforto e segurança, o especialista Celso Arruda, da Unicamp, explica, “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo, nessa posição, ele fica mais protegido”.

Erros comuns, multas e cuidados práticos para a volta do feriado

O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo, portanto a atenção ao equipamento não é só uma questão técnica, é legal.

Em carros cuja traseira só tem cinto de dois pontos, e na ausência de cadeirinha certificada para esse tipo de cinto, o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e com o equipamento de retenção adequado, lembrando que, nesses casos, é preciso desligar o airbag para não causar danos à criança em caso de eclosão.

Se for necessário colocar a criança no banco dianteiro, afaste o banco ao máximo para manter distância do painel, e prefira sempre o dispositivo certificado, ancorado corretamente, seja por cinto ou por sistema Isofix quando disponível.

O Isofix ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro com dois pontos na base do dispositivo, e embora a lei que tornou o Isofix obrigatória para veículos novos tenha sido sancionada em 2015, só passou a valer para todos os veículos novos em 2020, então nem todo carro tem esse sistema.

Uma terceira ancoragem, o Top Tether, evita que a cadeirinha se movimente em caso de impacto, e, se presente no veículo, estará no assoalho, na parte de trás do encosto, ou na lateral do carro, ligada a um gancho da cadeirinha.

Se a cadeira do carro não tem o terceiro ponto de fixação, a cadeirinha pode aparentar estar firme, mas testes mostram que sem esse terceiro ponto as forças do impacto não são absorvidas como previsto.

Por fim, se a criança ainda não atingiu 1,45 m, ela não deve usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenha mais de 7 anos, porque o assento de elevação é necessário para posicionar corretamente o cinto no tronco.

Seguir essas orientações reduz risco de lesões e garante que a volta do feriado seja menos estressante, e mais segura, para toda a família.

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