Novo Volkswagen Tiguan aposta em desempenho com motor 2.0 turbo de 272 cv para enfrentar SUVs chineses, mas preço fica R$ 51 mil acima do concorrente

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Novo Volkswagen Tiguan chega como a opção mais potente da linha, com 272 cv, câmbio de 8 marchas e acabamento renovado, mirando quem prioriza desempenho

O novo Volkswagen Tiguan foi redesenhado para reforçar o desempenho e a presença, com atenção especial ao acabamento interno e à dirigibilidade.

O SUV estreia a versão mais poderosa já produzida pela Volkswagen para o modelo, mantendo a receita de tração integral e pacote R-Line.

Os detalhes técnicos e as características de mercado foram divulgados pela fabricante e por material de imprensa, confira os números e impressões a seguir, conforme informação divulgada pela Volkswagen.

Desempenho, plataforma e comportamento dinâmico

O Novo Volkswagen Tiguan traz como única opção de motor um 2.0 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina, entregue com câmbio automático de oito marchas e sistema Haldex para distribuir força entre as rodas.

A fabricante informa potência de 272 cavalos e torque de 35,7 kgfm, valores que colocam o Tiguan como a versão mais potente da história do modelo.

Na prática, o motor invade a cabine em acelerações mais vigorosas, resultando em uma sonoridade com caráter esportivo para quem gosta dessa trilha sonora ao dirigir.

A plataforma MQB continua como base, o que confere ao Tiguan uma sensação de carro bem acertado, com suspensão que controla curvas de média e alta velocidade sem sacolejar.

Interior, tecnologia e espaço

No interior, o novo Tiguan foge do padrão tradicional da Volkswagen e adota acabamentos em madeira, painéis em preto brilhante e uma tela multimídia com aspecto flutuante.

O painel conta com cluster digital, botões físicos novamente no lugar de controles sensíveis ao toque, e um botão colorido com minitela que gerencia clima, modos de condução e volume do som, alinhando a usabilidade com a orientação do CEO Thomas Shäfer de que maçanetas e botões eram, e são, “inegociaveis”.

O espaço traseiro é bom, mas a nova geração deixou de oferecer a opção de sete lugares. O porta-malas tem volume de 423 litros (VDA) e 459 litros de volume teórico máximo, números que ficam atrás de concorrentes chineses como o GWM Haval H6.

Segurança, equipamentos e consumo

O Tiguan traz uma lista ampla de itens de série, incluindo sistemas de auxílio ao condutor, controle adaptativo de velocidade, assistente de faixa e frenagem autônoma de emergência.

Segundo a fabricante, são 12 sistemas ativos de segurança, resultado de cinco estrelas em testes de colisão e presença de sete airbags.

Em consumo, a Volkswagen informa médias de 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada, com tanque de combustíveis de 59 litros.

Preço, concorrência chinesa e decisão do consumidor

Quem busca um novo SUV terá que pagar prêmio por essa receita focada em performance. O Tiguan custa R$ 51 mil a mais que o GWM Haval H6 PHEV19, que oferece aceleração semelhante, lista de equipamentos próxima e consumo melhor por ser híbrido plug-in.

O público brasileiro que se acostumou com o silêncio e a suspensão macia de modelos como GWM e BYD pode preferir o perfil confortável e econômico dos rivais chineses, enquanto quem prioriza comportamento dinâmico e som do motor deve avaliar o Novo Volkswagen Tiguan.

Dados técnicos principais fornecidos pela fabricante, para consulta rápida:

Motor: 2.0 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina

Potência: 272 cavalos

Torque: 35,7 kgfm

Tanque de combustível: 59 litros

Câmbio: automático 8 marchas

Tração: 4×4

Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira)

Direção: Elétrica

Freios: Discos ventilados (dianteira e traseira)

Consumo gasolina: 8,9 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada)

0 a 100 km/h: 7,4 segundos

Comprimento: 4,69 m

Largura: 1,87 m

Altura: 1,67 m

Entre-eixos: 2,79 m

Porta-malas: 423 litros (VDA)

Peso: 1.820 kg

Em resumo, o Novo Volkswagen Tiguan acerta ao entregar mais potência, acabamento renovado e pacote tecnológico, mas paga o preço por isso, literal e figurativamente, em um mercado onde SUVs chineses oferecem alternativas competitivas em custo, eficiência e espaço.

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