Veja os formatos das placas do Padrão Mercosul nos quatro países que já adotaram o sistema, as variações na sequência de letras e números, as cores por categoria e o projeto em análise no Brasil
Quatro países do bloco usaram o novo modelo de placa padronizada desde meados da década passada, e as diferenças se concentram sobretudo na ordem de letras e números e em detalhes visuais, como a presença de QR Code.
Cada governo implantou o padrão em anos diferentes, e o uso de faixas azuis, emblema do Mercosul e bandeira nacional é comum, enquanto a sequência alfanumérica muda conforme o país.
Os detalhes e o projeto de lei que quer modificar as placas brasileiras estão a seguir, conforme informação divulgada pelo g1.
Como são as placas em cada país
O Uruguai foi o primeiro a adotar o padrão, em 2015. No país, a placa mantém o visual comum do bloco, com faixa azul, emblema do Mercosul e QR Code, e a combinação alfanumérica para particulares é composta por três letras e quatro números, no formato ABC 1234.
A Argentina passou a usar o modelo em 2016, seguindo a aparência padrão do Mercosul, e optou por uma sequência alfanumérica diferente, com duas letras, quatro números e mais duas letras, no formato AB 123 CD, escolha feita para evitar a formação de palavras.
O Paraguai padronizou as placas a partir de 2024, com a mesma faixa azul superior, o emblema do bloco e o QR Code. Para automóveis, adota a combinação ABCD 123, e para motocicletas inverte a ordem, usando 123 ABCD.
Detalhes da placa brasileira
No Brasil, o modelo passou a ser implementado em 1º de dezembro de 2018, com início obrigatório em veículos novos e em casos de mudança de domicílio.
O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a implantar o modelo. Inicialmente as placas traziam a bandeira do estado e o brasão do município, mas, na época, o Ministério das Cidades, durante o governo Temer, decidiu retirar esses marcadores com o objetivo de reduzir custos para o proprietário do veículo.
A placa brasileira tem fundo branco, faixa azul superior, o nome Brasil com a bandeira ao lado direito, o emblema do Mercosul e um QR Code obrigatório para garantir autenticidade, rastreabilidade e segurança do veículo.
O formato alfanumérico é composto por três letras, um número, outra letra e mais dois números, no formato ABC 1D23. As cores dos caracteres variam conforme a categoria, por exemplo, preta para veículo particular, vermelha para comercial ou aluguel, azul para oficial, verde para especial ou teste, dourada para diplomático e cinza ou prata para coleção ou veículo antigo.
Projeto que propõe voltar nomes de estado e município
Um projeto de lei em tramitação quer recolocar o nome do estado e do município nas placas, além da bandeira da unidade da federação. A matéria foi aprovada na última terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O autor do projeto é o senador Esperidião Amin, do PP de Santa Catarina, e, segundo a justificativa, a identificação pode ajudar autoridades a localizar a origem de veículos em casos de infrações, furtos e roubos. Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações, furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos.
O relator na comissão, deputado Hugo Leal, do PSD do Rio de Janeiro, afirmou que a proposta pode resgatar um significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional.
O que mudaria na prática
Se aprovado, o projeto volta a inserir marcas regionais visíveis nas placas, o que facilitaria a identificação imediata da origem do veículo, segundo seus defensores, mas também pode aumentar custos e complexidade de produção e fiscalização.
Enquanto isso, os quatro países do Mercosul que adotaram o padrão mantêm elementos em comum, como a faixa azul, a bandeira e o QR Code, e as diferenças ficam essencialmente nas combinações de letras e números e em regras de uso por categoria.