Nissan deixa a Argentina e busca compradores para assumir operação comercial, negocia memorando com grupos locais para transformar o país em mercado importador

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Nissan Argentina negocia transferência da operação comercial com dois grupos locais, mantendo vendas e serviços pela rede de concessionários enquanto analisa modelo importador

A Nissan anunciou que negocia com compradores interessados em assumir sua operação comercial na Argentina, em etapa que envolve análise detalhada das partes, e que já existe um memorando de entendimentos assinado com dois grupos empresariais.

A mudança acompanha o fechamento da fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, em março de 2025, e o reposicionamento da marca na região para um modelo centrado em importação, com continuidade da comercialização e do pós-venda por meio da rede local de concessionárias.

Conforme informação divulgada pela Nissan, o objetivo da operação é transformar a Argentina em um mercado distribuidor de produtos Nissan, e o processo com o Grupo SIMPA e com o Grupo Tagle ainda não constitui um acordo definitivo, estando atualmente em fase de análise.

Motivação e contexto da decisão

A empresa afirma que a decisão faz parte da sua visão global de longo prazo, inserida no plano de reestruturação chamado Re:Nissan, com foco em fortalecer competitividade, otimizar portfólio e incorporar tecnologias de próxima geração.

No comunicado, a Nissan explica que, “Por meio do seu plano de reestruturação Re:Nissan, a companhia continua avançando no fortalecimento de sua competitividade, na otimização de seu portfólio de produtos e na incorporação de tecnologias de próxima geração, estabelecendo bases sólidas para um crescimento sustentável no futuro”.

O que mudou na Argentina desde o fechamento da fábrica

Em março de 2025, a filial argentina fechou a fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, onde era produzida a picape Frontier desde 2018. Desde então, a presença da marca no país passou a ser, sobretudo, por meio de importações.

Com a fábrica encerrada, a estratégia apontada pela Nissan é focar na operação comercial por meio de parceiros locais, mantendo estoques, lançamentos e serviços por meio da rede de concessionários.

Memorando com grupos locais e limites da negociação

A companhia esclarece que o memorando de entendimento com o Grupo SIMPA e com o Grupo Tagle não constitui um acordo definitivo, e que as empresas envolvidas estão na etapa de análise, o que implica revisão detalhada dos aspectos do negócio.

Apesar das negociações, a Nissan garante continuidade das atividades de vendas e pós-venda, afirmando que “As operações comerciais da Nissan na Argentina continuarão se desenvolvendo com normalidade, mantendo a comercialização de seu portfólio de produtos, o lançamento de novos modelos e a prestação dos serviços de atendimento e pós-venda por meio de sua rede de concessionários em todo o país”.

Contexto regional e próximos passos

Em janeiro, a Nissan já havia transferido o controle de suas operações comerciais no Chile e no Peru ao grupo espanhol Astara, e esses mercados, assim como a Argentina, passaram a integrar o Nissan Importers Business Unit.

Segundo o comunicado, “Essa divisão da empresa é responsável pelos 36 mercados importadores da América Latina”. A continuidade das negociações na Argentina dependerá das análises das partes e da formalização de acordos, com a promessa de manutenção da oferta de produtos e serviços enquanto o processo avança.

Fontes, conforme informação divulgada pela Nissan.

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