Lançamento nacional do BYD Atto 2 DM-i Flex reúne versões GL e GS fabricadas em Camaçari, 177 cv e 197 cv, baterias de 7,8 kWh e 18,3 kWh, e recuperação de energia em descidas
A montadora chinesa estreou no Brasil um SUV híbrido plug-in com tecnologia flex, pensado para rodar tanto com gasolina quanto com etanol, com recarga por tomada.
O modelo estreia em duas configurações, com diferenças em potência, bateria e equipamentos, e chega com preços anunciados pela fabricante para o mercado nacional.
Os dados e detalhes do veículo foram divulgados pela BYD, com informações sobre motorização, autonomia e equipamentos, conforme informação divulgada pela BYD
Versões, preços e produção
A linha chega com duas opções, GL e GS, e preços sugeridos de R$ 149.990 para a versão de entrada, e R$ 169.990 para a topo de linha. O veículo será produzido na fábrica de Camaçari, na Bahia, e compartilha visual com o Yuan Pro, versão 100% elétrica do modelo.
Motorização e desempenho
O sistema híbrido usa a tecnologia DM-i, combinando um motor a combustão 1.5 aspirado com ciclo Atkinson e injeção direta, e um motor elétrico que assume a maior parte da tração. O propulsor a combustão entrega 98 cavalos de potência e tem torque de 12,6 kgfm, ele atua primariamente como gerador e assume a tração apenas em situações de carga pesada.
O motor elétrico fornece o esforço principal, e o torque passa de 30 kgfm. A potência combinada varia conforme a bateria, com 177 cavalos na versão com bateria menor, e mais de 197 cavalos na configuração com bateria maior. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 8,5 segundos na versão GL e 8,4 segundos na versão GS.
Baterias, recarga e autonomia
O SUV é oferecido com duas capacidades de bateria, 7,8 kWh na versão GL, e 18,3 kWh na versão GS. Segundo a fabricante, a autonomia divulgada pela BYD no ciclo europeu (NEDC) é de 1.045 quilômetros, embora o valor seja reduzido após a correção aplicada nos testes do Inmetro.
Em testes NEDC para modo elétrico, o Atto 2 Flex na versão GL consegue percorrer até 45 km usando só a energia da bateria. Já a configuração GS percorre 110 km. Por ser plug-in, o veículo permite recarga em wallbox, com capacidade máxima de recarga de 3,3 kW na versão GL e 6,6 kW na GS.
Um recurso novo é a regeneração em trechos de serra, em que o BYD aproveita o longo declive para usar o movimento das rodas para carregar as baterias e ao mesmo tempo frear o carro sem o uso das pastilhas nos discos.
Espaço, equipamentos e condução
Nas dimensões, o SUV mede 4,33 m de comprimento, 2,62 m de entre-eixos, 1,83 m de largura e 1,67 m de altura, e o peso ultrapassa 1.600 kg. O porta-malas tem capacidade de 455 litros, volume maior que o do Yuan Pro elétrico.
A versão GL traz equipamentos de série como câmera 360, conectividades Apple CarPlay e Android Auto, ar-condicionado de duas zonas, frenagem de emergência, reconhecimento de placas, farol alto automático, controle automático de velocidade de cruzeiro, bancos de tecido com ajuste manual, sensor crepuscular e rodas de liga leve, com tela multimídia de 10,1 polegadas.
A configuração GS adiciona multimídia de 12,8 polegadas com Google Maps integrado, alerta de colisão traseira, alerta e frenagem de emergência para tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência em faixa, detecção de ponto cego, carregador por indução, bancos em couro sintético com ajustes elétricos para o motorista, sensor de chuva, teto panorâmico com filtro UV e rack de teto.
O console central do híbrido difere do elétrico, com comando por uma aleta na coluna de direção em vez de uma alavanca maior no console, mantendo, no entanto, painel digital e central multimídia de grandes dimensões, itens presentes nas duas versões.
O lançamento representa a chegada da tecnologia híbrida plug-in flex da BYD ao mercado brasileiro, unindo motorização elétrica com flexibilidade para combustíveis convencionais, e promete concorrer em um segmento em expansão no país.