CNH novas regras disparam provas práticas, 2,3 milhões de exames em 5 meses, mais de 1,1 milhão de habilitações emitidas pelo Ministério dos Transportes

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CNH novas regras registram recorde nas provas práticas, 2.280.021 avaliações nos primeiros cinco meses de 2026, e mudanças no exame que alteram critérios de aprovação e reprovação

As novas regras para a emissão da primeira CNH mudaram o formato das provas de direção e impulsionaram o volume de exames práticos em 2026.

Nos primeiros cinco meses do ano, houve um aumento expressivo no número de avaliações e de cursos práticos realizados, além de redução nos custos para candidatos, segundo dados oficiais.

Os números e as informações foram divulgados pelo Ministério dos Transportes, conforme informação divulgada pelo Ministério dos Transportes.

Crescimento nos exames práticos

Com a adoção das mudanças, as provas práticas aumentaram, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Na prática, aumentaram em 23,5% o número de exames de direção nos primeiros cinco meses de 2026, e foram realizadas 2.280.021 avaliações neste ano, contra 1.845.694 no mesmo período de 2025, conforme os dados do ministério.

Além disso, foram realizados 2.343.393 cursos práticos, um aumento de 20% em relação aos cinco primeiros meses de 2025, mostrando maior procura e tráfego nas etapas práticas de habilitação.

Mudanças no formato das provas e critérios de avaliação

Uma das alterações centrais foi a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que estabeleceu diretrizes únicas para os exames em todo o país.

Entre as mudanças mais significativas estão o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos.

O manual determina que cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos. Além disso, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata, assim, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova.

Ao mesmo tempo, o sistema de pontos prevê que o candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos, e ao atingir esse valor, a reprovação é automática.

Impacto econômico e regional

As mudanças também geraram impacto financeiro direto para os candidatos e para o setor de formação. Com a eliminação do curso teórico obrigatório em autoescolas, houve redução nos custos da primeira habilitação.

Segundo o ministério, a economia gerada pela medida foi de R$ 1.840.397.022,58. Em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, o candidato precisava pagar cerca de R$ 1 mil apenas para cobrir o custo do curso teórico em uma autoescola.

Os dados oficiais indicam ainda que 55% da economia total do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação, demonstrando um impacto regionalizado nas economias locais.

Volume de CNHs emitidas e efeitos esperados

Com o novo formato, o país já registra um aumento nas habilitações emitidas, indicando maior fluidez no processo de obtenção da CNH.

Ao todo, o Brasil já emitiu 1.138.190 CNHs com as novas regras, o maior número já registrado pelo ministério para esse intervalo, segundo os números oficiais.

O levantamento do Ministério dos Transportes mostra que, apesar do aumento no número de candidatos e de exames práticos, as filas não cresceram na etapa final do processo de habilitação, o que indica adaptação do sistema às novas diretrizes.

Especialistas e interessados devem acompanhar a evolução dos resultados ao longo do ano, para avaliar os efeitos sobre segurança no trânsito, qualidade da formação prática e impactos econômicos para candidatos e autoescolas.

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