GWM confirma fábrica multienergia em Aracruz, Espírito Santo, para produzir ORA 5, gerar 9 mil empregos diretos e aplicar R$ 10 bilhões em uma década

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A GWM confirmou a instalação de um novo complexo industrial no município de Aracruz, no Espírito Santo, projeto que amplia a presença da montadora chinesa no Brasil.

A planta terá um formato inédito no país, com capacidade para montar veículos elétricos, híbridos e a combustão na mesma linha de produção, e integrará a produção do ORA 5 entre seus modelos.

O cronograma prevê operação a partir de 2029, com grande impacto na geração de empregos e na cadeia logística regional, conforme informação divulgada pelo governo do Espírito Santo e pela GWM.

O que é a fábrica multienergia e qual a novidade

A proposta da planta é adotar o conceito de multienergia, ou seja, utilizar uma mesma base de produção para carros movidos a eletricidade, híbridos e convencionais a combustão.

Segundo o comunicado, “Novo complexo será o primeiro no Brasil capaz de fabricar veículos elétricos, híbridos e a combustão na mesma linha de montagem; a expectativa é criar 9 mil empregos diretos.”

O lote escolhido em Aracruz foi justificado por critérios logísticos e institucionais, com destaque para a proximidade de grandes centros de consumo e o acesso à faixa litorânea, fatores apontados pela GWM para otimizar fluxos de peças e distribuição.

Ora 5, motorização, preço e equipamentos

Entre os modelos programados para a planta está o ORA 5, que já foi lançado no Brasil. A GWM informou que “A GWM lançou no mercado brasileiro o Ora 5, o primeiro SUV 100% elétrico da marca no país, pelo preço competitivo de R$ 159 mil.”

Sobre a configuração do modelo, o fabricante descreve que “O SUV é equipado com motor de tração dianteira de 204 cv de potência e torque instantâneo de 26,5 kgfm, além de uma bateria de 58 kWh que assegura autonomia de 349 quilômetros.”

O ORA 5 traz itens como teto solar panorâmico, central multimídia de 14,6 polegadas, carregador de celular por indução de 50 watts, roteador Wi-Fi nativo, seis airbags e sistema de assistência ao condutor, em uma oferta voltada ao custo-benefício.

Impacto econômico, empregos e internacionalização

O anúncio inclui metas de investimento de longo prazo, com a GWM planejando aportes no mercado nacional para ampliar a capacidade produtiva.

Na nota oficial consta que “O novo polo industrial em Aracruz faz parte do cronograma de aportes da GWM no mercado nacional, que prevê a aplicação de R$ 10 bilhões em um período de uma década.”

O governo estadual e a montadora também destacaram a criação de mão de obra local, com a informação de que “A implantação do complexo prevê a abertura de 9.000 postos de trabalho de forma direta.”

Em uma etapa posterior, a expectativa da empresa é destinar parte da produção ao mercado externo, “englobando países como Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai,” ampliando a participação da indústria automotiva brasileira nas exportações.

Logística, prazo e próximos passos

Conforme o comunicado, a escolha de Aracruz levou em conta a logística portuária e o acesso à costa, pontos que devem reduzir custos de entrada de peças e escoamento de veículos.

A GWM e o governo do Espírito Santo ainda precisarão finalizar questões relacionadas à cessão do terreno e à estabilidade regulatória para consolidar o projeto, etapas mencionadas como requisitos para o investimento.

O avanço dos estudos e das obras nos próximos anos definirá o ritmo de contratação, a cadeia de fornecedores locais e o cronograma detalhado até a previsão de início das operações em 2029.

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