Verstappen critica desfile de carros de Lego em Silverstone, diz que ação promocional pode rebaixar a imagem dos pilotos, e prefere o formato tradicional com caminhão aberto
Max Verstappen, piloto da Red Bull e tetracampeão mundial, manifestou resistência à ação promocional que colocará os competidores em mini carros feitos com peças da Lego antes do GP da Inglaterra.
O holandês afirmou que prefere o formato tradicional, em que os pilotos percorrem o circuito em um caminhão aberto, interagem com os fãs e concedem entrevistas, e que a iniciativa pode não passar uma imagem profissional.
As declarações foram dadas à emissora Viaplay, enquanto a própria Fórmula 1 anunciou a parceria com a Lego para o evento em Silverstone, conforme informação divulgada pela Viaplay e pela Fórmula 1.
A crítica direta de Verstappen
Verstappen foi direto ao comentar a ação, dizendo, “Prefiro brincar de Lego em casa, com as crianças. Não aqui, para ser sincero”. Ele acrescentou que prefere “ficar em cima de um caminhão, com todo mundo junto. Acho que é mais divertido e também passa uma imagem mais profissional.”
O piloto também ressaltou a preocupação com a imagem da categoria, afirmando, “No fim das contas, somos pilotos de Fórmula 1. Acho que não devemos parecer crianças e palhaços tentando bater uns nos outros”. Em seguida, ele completou, “Não acho que seja disso que a Fórmula 1 precisa, mas fazer o quê.”
O que a Fórmula 1 e a Lego planejam
A organização anunciou que os 22 pilotos percorrerão o circuito de Silverstone em pequenos carros montados com milhares de peças da marca, em uma ação promocional antes da corrida.
A proposta busca criar um espetáculo alternativo para o público, mostrando um lado diferente da categoria e apostando no apelo visual das miniaturas da Lego.
Contexto e precedentes
Uma ação parecida já aconteceu no Grande Prêmio de Miami no ano anterior, quando pilotos dividiram carros de dois lugares, houve pequenas colisões e peças ficaram espalhadas pela pista, o que alimenta a preocupação com segurança e imagem profissional.
Emily Prazer, diretora comercial da Fórmula 1, defendeu a iniciativa ao dizer que a ação vai mostrar um lado diferente da categoria e “criar um espetáculo incrível para os fãs”. O contraste entre a visão comercial e o desconforto de alguns pilotos, como Verstappen, deve marcar o debate sobre o limite entre entretenimento e tradição na categoria.