Carro elétrico no condomínio, quem paga a instalação dos carregadores, estrutura coletiva ou consumo individual? Entenda regras, custos e soluções práticas

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O avanço do carro elétrico no condomínio transformou uma questão individual em assunto de interesse coletivo, porque a energia precisa chegar por uma rede que muitas vezes é compartilhada.

Moradores com veículos pedem pontos de recarga nas próprias vagas, enquanto vizinhos sem elétricos questionam por que deveriam pagar por obras que não usam.

As discussões envolvem custos de obra, segurança, normas técnicas e votação em assembleia, conforme informação divulgada pelo g1.

Quem paga pela instalação e quem paga pela energia

A resposta muda conforme o que for necessário fazer na rede do prédio. Em muitos casos, a obra não se resume a colocar uma tomada na garagem, porque pode ser preciso alterar cabeamento, equipamentos de proteção e o quadro de energia.

Como explicou um especialista ouvido pela reportagem, “Começa-se internamente na alteração de cabeamento, dispositivos de proteção, mas não se exclui a necessidade de eventualmente solicitar mais energia para o concessionário”.

Por isso, a prática apontada por administradores é separar custos, com a estrutura coletiva sendo custeada pelo condomínio quando beneficia a todos, e o consumo individual ficando a cargo do morador que carrega o carro.

Prédios antigos, limitação da rede e pressão pela infraestrutura

Edifícios projetados há décadas podem não suportar vários carregamentos simultâneos. “O prédio antigo, eu vou te dizer objetivamente, ele não vai dar conta de atender a uma demanda maior de energia”, disse um especialista ouvido pela reportagem.

Em prédios novos, a planta já pode prever pontos de recarga, mas a demanda também cresce rápido, pressionando a infraestrutura existente.

Na prática, antes de autorizar obras é recomendável fazer um projeto técnico que avalie capacidade, adaptações necessárias e riscos, e apresentar custos e opções em assembleia.

Direito do morador, regras e o papel da assembleia

Em São Paulo, uma lei estadual garante ao morador o direito de instalar um carregador na própria vaga, desde que sejam cumpridas as regras de segurança, e o condomínio só pode impedir a instalação caso exista uma justificativa técnica.

A orientação geral da reportagem é que a questão seja discutida coletivamente. “Tem que descer para a assembleia”, afirmou um dos entrevistados.

Mesmo quando a instalação é permitida, é recomendável que o morador comunique e integre o projeto às providências coletivas, para evitar riscos e conflitos sobre o uso da rede elétrica.

Impacto no uso, custos e números do mercado

O crescimento da frota amplia a disputa pela tomada. “Em um ano, as vendas de elétricos e híbridos triplicaram. Já são mais de 815 mil veículos desse tipo circulando no Brasil, e eles representaram cerca de 16% dos carros vendidos no primeiro semestre”, conforme informação divulgada pelo g1.

Enquanto a frota cresce, soluções práticas incluem implantação de pontos de recarga em áreas comuns, medição individualizada do consumo, cobrança direta ao usuário, e planejamento das obras pela administração.

Decisões técnicas e econômicas devem sempre passar pela assembleia, com projetos e laudos que deixem claro o que é custo coletivo e o que é gasto individual, para que a adoção do carro elétrico no condomínio não vire fonte contínua de conflito.

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