China inicia maior recall automotivo da história por risco nas maçanetas embutidas, 11 montadoras afetadas incluindo Tesla, Xiaomi e Zeekr, proibição em 2027

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A China iniciou nesta sexta-feira a maior campanha de recall automotivo já realizada no país, envolvendo 11 montadoras por risco em sistemas de abertura de portas.

As medidas respondem a preocupações de que as maçanetas embutidas possam não ser acessíveis após colisões ou falhas elétricas, dificultando a saída de ocupantes e o trabalho de socorristas.

As ações incluem instalação de etiquetas e atualizações de software, segundo documentos apresentados ao órgão regulador chinês, conforme informação divulgada em documentos apresentados ao órgão regulador chinês.

O que está incluído no recall e números principais

Entre as 11 fabricantes afetadas estão nomes conhecidos como Tesla, Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co. A Tesla terá o maior volume, com recall de cerca de 2,98 milhões de veículos Model 3, Model Y, Model S e Model X fabricados na China ou importados para o país.

O recall da Tesla começa em 25 de setembro, e a empresa disse que instalará etiquetas para facilitar a identificação das maçanetas de emergência, além de oferecer uma atualização de software que pode baixar automaticamente os vidros após uma colisão.

A Xiaomi fará recall de mais de 390 mil unidades do SU7, enquanto a Leapmotor terá mais de 371 mil veículos envolvidos. Nove das 11 montadoras instalarão gratuitamente etiquetas de advertência para localizar as alavancas de emergência, e a maioria aplicará atualizações OTA.

Por que as maçanetas embutidas representam risco

As chamadas maçanetas embutidas ficam rente à carroceria quando não estão em uso e, em vários modelos, dependem de mecanismos eletrônicos para se abrir automaticamente ou por comando remoto.

Reguladores apontam que, após uma colisão grave ou em caso de falha elétrica, esses sistemas podem deixar de funcionar, tornando difícil a abertura da porta por passageiros ou o acesso de equipes de resgate.

Resposta das montadoras e medidas temporárias

Além das etiquetas, as fabricantes usarão atualizações de software remotas, conhecidas como OTA, para reduzir riscos imediatos, por exemplo baixando os vidros após um acidente para facilitar a saída.

As ações anunciadas valem para o mercado chinês e, por enquanto, não abrangem automaticamente veículos vendidos em outros países, segundo os documentos apresentados ao regulador.

Impacto e o futuro das maçanetas embutidas na China

A campanha ocorre meses depois de a China divulgar novas regras para abrir portas, que exigirão, a partir de 2027, que veículos novos permitam a abertura mecânica das portas, inclusive em caso de falha de energia.

Com a mudança, a China se tornará o primeiro país a eliminar gradualmente o uso exclusivo de sistemas eletrônicos para abertura de portas, pressionando fabricantes a reverem projetos de design e segurança.

No Brasil, a notícia chama atenção porque algumas marcas envolvidas, como Tesla, Leapmotor e Zeekr, têm presença no mercado nacional. Ainda assim, a campanha anunciada refere-se especificamente aos veículos cobertos pelos registros do mercado chinês.

Essas medidas indicam uma fiscalização mais rígida sobre a indústria de veículos elétricos, que cresce em meio a disputa de preços e inovação tecnológica, e elevam o debate sobre segurança, regulamentos e soluções técnicas para as maçanetas embutidas.

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