Efeito China: BAIC, iCAUR, DFM e IM desembarcam no Brasil com elétricos e híbridos, fábricas, 150 lojas e meta de 10 carros até 2028

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Efeito China impulsiona chegada de quatro novas marcas, BAIC, iCAUR, DFM e IM, com elétricos e híbridos, investimentos em rede e produção prevista entre 2026 e 2028

Quatro novas marcas com DNA chinês confirmaram desembarque no Brasil com lançamentos entre 2026 e 2027, fórmulas com carros elétricos e híbridos, e planos de expansão da rede e de produção.

Os modelos vão de utilitários compactos a SUVs de alta performance, e as operações incluem desde pré-vendas e entregas locais até projetos de fábricas e adaptação de motores para etanol.

As informações foram apresentadas ao público no Festival Interlagos e detalhadas em entrevistas às equipes presentes, conforme informação divulgada pelo g1.

O cenário de importações

Os embarques da China para o mercado brasileiro cresceram 105,4% contra o mesmo período do ano passado. O ritmo é muito mais forte que a média: no período, o Brasil importou 344,1 mil autoveículos ao todo até julho, volume 25,7% superior ao registrado nos primeiros sete meses de 2025.

Os números, compilados a partir de dados da Anfavea e divulgados pelo g1, mostram que o fluxo de veículos chineses para o Brasil está em forte aceleração, atraindo investimentos e anunciando chegada de marcas com ofertas diversificadas.

BAIC, estratégia de volume, rede e fábrica

A fabricante BAIC começou suas atividades no Brasil no Festival Interlagos e apresentou os crossovers Arcfox T1 e Arcfox T5, os primeiros modelos confirmados para o mercado brasileiro.

O Arcfox T1 chega em 2026 com foco em volume de vendas. Na China, tem 95 cv, e a empresa prevê lançar o modelo nos próximos meses, com entregas previstas para outubro, após a pré-venda. A posição de preço indicada pela marca coloca o T1 em uma faixa em torno de R$ 130 mil.

O grupo chinês BAIC confirmou que pretende lançar 10 carros no Brasil até 2028, incluindo uma picape, e também anunciou a construção de uma fábrica no país. A operação será dividida em três submarcas, BAIC, Arcfox e Stelato, com a marca de luxo sendo lançada depois que a rede estiver estabelecida.

A BAIC informou que já trabalha para adaptar alguns de seus modelos híbridos para rodar também com etanol, e que o primeiro será o BAIC X55. A estratégia local prevê 150 pontos de venda até o fim de 2027, com 50 lojas prontas e previsão de início das operações em dezembro, cobrindo 112 zonas de influência.

O objetivo declarado pela operação é ambicioso, o grupo pretende colocar a BAIC entre as 10 marcas mais vendidas no Brasil até 2028 e entre as cinco primeiras em 2030. Fundada em 1958 em Pequim, a BAIC tem cerca de 130 mil funcionários e presença comercial em mais de 130 países e regiões, e em 2025 o grupo vendeu 1,75 milhão de veículos no mundo, dos quais 308 mil foram enviados ao exterior.

iCAUR e a aposta em SUV elétrico de autonomia estendida

A iCAUR, divisão do grupo Chery International, estreou no Brasil com a apresentação do SUV V27, e as primeiras unidades devem chegar às concessionárias no primeiro semestre de 2027.

No topo da gama, o V27 Premium usa um sistema elétrico de autonomia estendida, combinado a um motor 1.5 turbo a gasolina, com tração integral inteligente iAWD e dois motores elétricos que entregam 455 cv e mais de 50 kgfm de torque, permitindo acelerar de zero a 100 km/h em 5,9 segundos.

A bateria do V27 tem 34,31 kWh e a marca integra essa ofensiva ao plano maior do grupo Chery no Brasil, que prevê também o lançamento da marca Lepas em 2027, além de marcas de luxo como Freelander, Exeed e Luxeed.

DFM e IM, garantias, rede e luxo elétrico

A montadora DongFeng chega ao país sob o nome comercial DFM, com entregas previstas para meados de novembro e abertura de 60 lojas em 22 estados e no Distrito Federal, tendo a primeira unidade em Curitiba.

A DFM oferece garantia de sete anos ou 300 mil quilômetros para os veículos e de 10 anos, sem limite de quilometragem, para motores elétricos e baterias. Os primeiros modelos serão o hatch elétrico Box e o SUV elétrico Vigo, com baterias de 43,8 kWh e 51,8 kWh, e potências de 95 cv e 165 cv, respectivamente.

A empresa planeja iniciar produção no Brasil entre o fim de 2027 e o início de 2028, priorizando versões híbridas plug-in.

A marca de luxo IM, controlada pela chinesa SAIC e apresentada pela MG Motor Brasil, trouxe o SUV elétrico IM6, com previsão de começar vendas ainda em 2026. Na versão Performance demonstrada, o IM6 traz dois motores elétricos que entregam juntos 767 cv e 81,7 kgfm de torque, aceleração de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos, e equipamentos internos com telas integradas e painel sensível ao toque.

O veículo também traz esterçamento das rodas traseiras e sistemas avançados de assistência à condução voltados ao controle de estabilidade e prevenção de colisões, na aposta por um público premium disposto a pagar por desempenho e tecnologia.

O que muda para o consumidor

O aumento da concorrência promete oferta mais ampla de elétricos e híbridos, linhas de preço competitivas e garantias estendidas, e pode acelerar a adaptação de tecnologia para combustíveis locais, como o etanol.

Para cidades e redes de concessionárias, o impacto será a expansão de pontos de venda e de serviços, e para o mercado automotivo nacional, a chegada dessas marcas fortalece o Efeito China sobre importações, produção e disputa por fatias de mercado nos próximos anos.

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