Incêndio em estacionamento BYD em Shenzhen provoca fumaça densa sobre parque industrial, empresa diz fogo controlado sem vítimas e especialistas alertam riscos das baterias

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Um grande incêndio atingiu um estacionamento da BYD na manhã desta terça-feira, 14, na cidade de Shenzhen, na China. A cena foi marcada por uma coluna de fumaça densa e escura que tomou o céu sobre o parque industrial.

A estrutura abrigava veículos de teste e sucateados, e as chamas se espalharam por vários andares do prédio enquanto equipes de bombeiros e policiais trabalhavam para conter o incêndio.

Segundo a fabricante, ‘o incendio já havia sido controlado e não há ocorrência de vítimas’, conforme informação divulgada pela BYD e por especialistas ouvidos pela Reuters.

O que se sabe sobre o incêndio no estacionamento

As imagens que circularam mostram fumaça grossa e chamas em diferentes níveis do edifício do estacionamento. A BYD informou que o local servia para guardar veículos de teste e unidades sucateadas, e declarou que as equipes conseguiram controlar o foco.

Autoridades locais, incluindo corpo de bombeiros e polícia, atuaram no combate e no isolamento da área. Até o momento não há relatos de feridos, e a investigação sobre as causas do incêndio segue em andamento.

Por que incêndios em carros elétricos exigem atenção especial

Especialistas consultados pela Reuters alertam que veículos elétricos queimam de forma diferente dos carros com motores a combustão interna, e que esses incêndios costumam durar mais e ser mais difíceis de extinguir, pois tendem a se reacender.

O risco maior está nas baterias de íon-lítio, que, se danificadas ou em sobreaquecimento, podem provocar reações térmicas capazes de reiniciar chamas mesmo após suposto controle do fogo.

Testes, propostas e diretrizes para reduzir riscos

Na China, circulam experiências e propostas para mitigar incêndios envolvendo baterias. Uma delas prevê a ejeção da bateria para longe do veículo quando sensores detectam superaquecimento, ideia que foi mostrada em vídeo na rede social Weibo.

No caso publicado, a bateria expulsa-se em alta velocidade, e comentários indicaram que a bateria “percorre de 3 a 6 metros para longe do veículo”, o que levanta preocupações sobre a segurança de pedestres e outros carros estacionados. A Chery, fabricante mencionada nas postagens, negou participação nos testes pela mesma rede social.

Além de soluções experimentais, órgãos oficiais publicaram orientações técnicas para reduzir riscos em locais de recarga. Entre as recomendações estão, conforme o documento citado:

  • Ponto de desligamento manual de todas as estações de recarga, a não mais de 5,00 metros da entrada principal;
  • Local para o corte de energia entre os módulos de recarga e a rede elétrica por meio de disjuntor no quadro de distribuição;
  • Dimensionamento de sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos para áreas de garagem, e exigência de tempo requerido de resistência ao fogo, com TRRF mínimo de 120 minutos para áreas destinadas a garagem.

O que muda para motoristas e empresas

O episódio em Shenzhen reforça a necessidade de protocolos claros para armazenamento, transporte e descarte de veículos elétricos. Empresas devem manter planos de emergência, e usuários precisam ficar atentos a orientações sobre recarga e manutenção de baterias.

Especialistas também recomendam que locais com veículos elétricos adotem sistemas de ventilação adequados, detecção precoce de fumaça e pontos de corte de energia acessíveis para equipes de emergência.

O caso segue sob apuração pelas autoridades locais, e novas informações sobre causas e impactos podem ser divulgadas à medida que a investigação avançar.

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