Leapmotor B10: SUV elétrico nacional com inspiração Tesla, R$ 182.990, chip Snapdragon e 288 km de autonomia, o que ele oferece frente a BYD, Omoda e GAC

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Leapmotor B10, 100% elétrico, visual minimalista com pegada Tesla, preço de R$ 182.990, central potente com chip Snapdragon SA8155P e autonomia oficial de 288 km, saiba os prós e contras

Leapmotor B10 é um SUV 100% elétrico que chega ao Brasil com visual discreto, interior centrado na tela e promessas de tecnologia avançada, mas com algumas concessões em originalidade.

O carro será produzido em Goiana, em Pernambuco, e compete diretamente em uma faixa de preço já bem povoada por rivais chineses, como BYD, Omoda e GAC.

No teste prático, a avaliação considerou estrada e cidade, equipamentos, dirigibilidade e autonomia, conforme informação divulgada pelo g1

Design externo, simplicidade que ajuda na eficiência

O estilo do B10 não prima pela criatividade, ele compartilha elementos comuns entre SUVs chineses, como frente com grade muito reduzida, luzes de rodagem diurna separadas e maçanetas embutidas na carroceria.

Essa solução, ainda que pouco original, favorece a aerodinâmica e, por consequência, contribui para uma melhor autonomia por recarga, mesmo que o visual fique fácil de ser confundido com concorrentes.

Interior e inspiração Tesla, conforto sem muita personalidade

No interior, a referência aos modelos da Tesla é clara, com central grande que concentra quase todas as funções, teto solar panorâmico fixo, e acabamento em tom único.

O B10 traz itens como a central multimídia de 14,6 polegadas, o câmbio atrás do volante, ativação do piloto automático pela mesma alavanca do câmbio e a chave em formato de cartão, aspectos que reforçam a proposta minimalista.

Uma curiosidade são os furos à frente do passageiro, projetados para encaixes de acessórios vendidos na China, que não estavam disponíveis oficialmente no Brasil durante o teste, mas podem ser usados livremente para itens práticos, como prender uma sacola.

Tecnologia e multimídia, destaque do conjunto

Um dos pontos fortes do B10 é o processador da central, o chip Snapdragon SA8155P. Segundo a Qualcomm, ele é “capaz de exibir conteúdo em até três telas ao mesmo tempo, todas em alta definição”.

No uso, a interface foi rápida e estável, sem travamentos, e “logo ao ligar, tudo já funcionava com uma qualidade gráfica que lembra a de um PlayStation 5”, um elogio à fluidez e ao acabamento visual da central.

O chip também controla câmeras e sensores, ajudando na identificação de veículos ao redor e no envio de alertas de forma mais ágil, recursos que valorizam a experiência digital a bordo.

Desempenho e condução, caráter mais firme e tração traseira

O B10 desenvolve 218 cv e 24,5 kgfm de torque, números que não impressionam na folha técnica, mas que, na prática, permitiram ultrapassagens seguras em estrada, mesmo com dois adultos a bordo.

A configuração com tração apenas nas rodas traseiras é incomum entre SUVs do segmento, e o B10 controla esse comportamento sem surpresas, porém a direção ficou excessivamente leve, facilitando curvas com pouca resistência.

A calibragem da suspensão é mais firme, com componentes ajustados para oferecer absorção de impactos urbanos e maior estabilidade em curvas rápidas, uma mudança que agradou em relação a modelos anteriores da marca.

Autonomia, preço e comparação com rivais

O Leapmotor B10 é ofertado por R$ 182.990, posicionamento que o coloca entre os modelos mais baratos da categoria, ao lado do BYD Yuan Pro, que custa o mesmo ou menos.

Em autonomia, o B10 tem valor declarado de 288 km e, nesse ponto, “com 288 km, perde para os 345 km do Omoda E5, 389 km do GAC Aion V, 351 km do MGS5, 304 km do Chevrolet Captiva EV e 349 km do Geely EX5”, uma limitação importante para compradores que priorizam alcance por carga.

Além da autonomia, o excesso de minimalismo, especialmente a concentração de funções na tela, pode incomodar quem prefere botões físicos para ações básicas, como acionar faróis ou ajustar retrovisores.

Para quem o Leapmotor B10 faz sentido

O B10 pode ser atraente para quem quer um carro produzido no Brasil, já que será fabricado em Goiana, para quem busca um SUV elétrico chinês com o respaldo do grupo Stellantis, e para quem prioriza tecnologia digital a bordo.

Por outro lado, compradores que valorizam autonomia, design original ou uma experiência de condução mais tradicional podem encontrar opções mais equilibradas entre os concorrentes.

No balanço final, o Leapmotor B10 entrega uma proposta coerente com sua inspiração Tesla, combinando tecnologia e estilo minimalista, mas perde pontos em autonomia e identidade visual, fatores que devem ser avaliados por quem considera a compra.

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