Petrobras ajusta preço da gasolina às distribuidoras, encerra desconto de R$ 0,44 e aplica R$ 0,19, mas redução de tributos de R$ 0,63 deve manter o preço da gasolina estável

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A Petrobras anunciou que deixará de aplicar um desconto de R$ 0,44 por litro de gasolina A vendido às distribuidoras, e que implementará um ajuste de R$ 0,19 por litro no preço do combustível.

Segundo a empresa, as mudanças passam a valer nesta quinta-feira, e o efeito será compensado por medidas fiscais adotadas pelo governo federal, de modo a não alterar o preço final ao consumidor.

O pacote do governo inclui redução de tributos que soma R$ 0,63 por litro, o que, na prática, anula os R$ 0,44 do fim do desconto e os R$ 0,19 do ajuste anunciados pela Petrobras, conforme informação divulgada pela Petrobras e pelo governo federal.

O que exatamente mudou nos preços

Conforme nota da Petrobras, “A Petrobras informa que, em razão do encerramento da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026, deixará de aplicar desconto de R$ 0,44 por litro de gasolina A, concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pelo Governo Federal.”

Além disso, a companhia declarou que “implementará, a partir desta quinta-feira (10/09), ajuste de R$ 0,19 por litro em seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras.”

Com essas alterações, a Petrobras afirma que o “preço médio de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,24 por litro“.

Por que o preço ao consumidor não deve subir

O governo federal assinou um decreto que amplia a subvenção à gasolina em R$ 0,44 por litro, reduzindo os tributos sobre o combustível nesse valor, e simultaneamente zerou tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro.

Somando o fim do desconto de R$ 0,44 e o ajuste de R$ 0,19 anunciados pela Petrobras, obtém-se R$ 0,63 por litro, exatamente o valor da redução nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins anunciada pelo governo, de modo que “o efeito para as distribuidoras e para o consumidor final será anulado pela redução de R$ 0,63 /litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins anunciada pelo Governo Federal”, conforme a Petrobras.

Na prática, postos e motoristas não devem ver alteração imediata no preço ao consumidor final, porque o aumento de custo para as distribuidoras foi compensado pela queda de tributos.

Outras medidas do governo e contexto internacional

O governo também publicou uma medida provisória que autoriza subvenção de R$ 1 por litro para o diesel, que se soma ao subsídio de R$ 1,12 vigente até 26 de setembro, totalizando R$ 2,12 por litro durante esse período.

As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio.

A Petrobras disse ainda que aguarda a publicação dos atos legais necessários para avaliar a implementação da nova subvenção ao diesel, e reafirmou seu compromisso com atuação “responsável, equilibrada e transparente”, disponibilizando informações detalhadas sobre formação de preços em seu site.

O que acompanhar nos próximos dias

Fique atento à publicação dos atos legais e à comunicação das distribuidoras e dos postos, porque a compensação fiscal depende da implementação efetiva das reduções de PIS/Pasep e Cofins.

Se a redução de tributos for confirmada na prática, o reajuste da Petrobras não deverá impactar o preço nas bombas, mas qualquer atraso ou diferença na aplicação das medidas fiscais pode alterar esse cenário.

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