A Stellantis, proprietária da marca RAM, comunicou um recall abrangente envolvendo a picape RAM 1500.
O chamado envolve modelos fabricados entre 2019 e 2026 e atinge principalmente mercados da América do Norte, com impacto também em outras regiões.
Proprietários devem acompanhar comunicações oficiais da montadora e representantes, conforme informação divulgada pela Reuters e pelo g1.
O que motivou o recall
O defeito identificado está nos pontos de ancoragem dos cintos de segurança da segunda fileira de assentos, especificamente nas fivelas do cinto do meio e do cinto do passageiro que vai à esquerda, logo atrás do motorista.
Segundo a apuração, “o problema pode afetar o desempenho do sistema de cintos de segurança da segunda fileira de bancos e aumentar o risco de ferimentos aos ocupantes. A Stellantis tem conhecimento de um caso de lesão possivelmente relacionado ao defeito que motivou o recall, mas não há registro de mortes”.
Abrangência e números exatos do recall
Os modelos envolvidos na campanha foram fabricados entre 2019 e 2026, e a distribuição por região foi informada com os seguintes números: “São 1,27 milhão de picapes nos Estados Unidos, 156 mil no Canadá, 15 mil no México e cerca de 75 mil fora da América do Norte.”
No total, a campanha alcança mais de 1,5 milhão de unidades, e a RAM 1500 figura como modelo central da ação da montadora.
E no Brasil, minhas unidades estão afetadas?
Desde 2020, a RAM vende no Brasil o modelo 1500. A reportagem do g1 entrou em contato com a Stellantis, que é dona das marcas como Fiat, Jeep e RAM, para verificar se as picapes no mercado brasileiro também fazem parte da campanha.
Até a publicação desta reportagem, a Stellantis não havia confirmado se haveria recall das unidades brasileiras.
O que proprietários devem fazer
Donos de RAM 1500 devem checar o número de chassi e acompanhar comunicados oficiais da Stellantis ou contatar a concessionária autorizada, para confirmar se a unidade será chamada para reparo.
Enquanto a montadora não detalha o procedimento no Brasil, a recomendação é aguardar orientações oficiais e não realizar intervenções por conta própria, para garantir a segurança dos ocupantes.