Stellantis anuncia investimento de 60 bilhões de euros, cerca de R$ 349 bilhões até 2030, e mais de 60 lançamentos para enfrentar avanço das chinesas

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Stellantis detalha plano de 60 bilhões de euros, cerca de R$ 349 bilhões até 2030, para cortar custos, reorganizar fábricas e acelerar ao menos 60 lançamentos frente às chinesas

A montadora controladora de marcas como Jeep, Fiat, Peugeot e Ram anunciou nesta quinta-feira medidas fortes para tentar retomar o crescimento após um resultado negativo em 2025.

O pacote prevê foco em eficiência operacional, reestruturação de fábricas na Europa e expansão de parcerias com fabricantes chinesas, incluindo produção em unidades na Espanha e na França.

O anúncio foi feito durante o Investor Day em Auburn Hills, nos Estados Unidos, e marca a primeira grande iniciativa do CEO Antonio Filosa desde que assumiu a empresa, conforme informação divulgada pela agência France Presse.

Investimento e metas financeiras

A Stellantis propôs um investimento de 60 bilhões de euros (cerca de R$ 349 bilhões) até 2030 com a meta de reduzir custos e tornar a produção mais eficiente. A iniciativa surge após um ano difícil, em que a companhia registrou prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros (cerca de R$ 153,9 bilhões) em 2025.

O foco financeiro é ajustar a transição para elétricos em um cenário em que Estados Unidos e Europa reduziram metas de eletrificação, o que afeta planos e revisões de investimento do setor.

Reestruturação na Europa e parcerias com chinesas

Como parte da estratégia, a empresa pretende reduzir sua capacidade de produção na Europa em mais de 800 mil veículos até 2030, reorganizando fábricas e cortando estruturas ociosas para elevar eficiência operacional.

Ao mesmo tempo, a Stellantis vai ampliar parcerias com montadoras chinesas, como a Leapmotor e a Dongfeng Motor Corporation, que irão participar da produção em unidades na Espanha e na França, numa tentativa de reforçar competitividade frente ao avanço das fabricantes chinesas.

Lançamentos, empregos e reação do mercado

A companhia afirmou que pretende lançar ao menos 60 novos veículos até o fim da década, entre reestilizações e modelos inéditos, enquanto diz ter a intenção de preservar empregos industriais apesar da reestruturação.

O mercado, no entanto, reagiu negativamente ao detalhamento do plano, e as ações da montadora chegaram a cair mais de 6% na Bolsa de Paris após a apresentação.

O desafio estratégico e próximos passos

O plano divulgado em Auburn Hills representa a primeira grande medida do CEO Antonio Filosa para recuperar margem e posicionamento frente às rivais chinesas, com combinações de corte de capacidade, parcerias e aceleração de lançamentos.

Resta acompanhar a implementação operacional das reestruturações na Europa, a execução das parcerias com fabricantes chinesas e se os novos lançamentos serão suficientes para recuperar a confiança dos investidores e dos consumidores.

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