Chevrolet Captiva EV, fabricado em Horizonte no Ceará, precisa de ajustes em multimídia, recarga por indução, cluster, sistema de permanência em faixa e opções de motor ou bateria para competir no mercado brasileiro
O SUV elétrico trazido da China tem identidade visual adaptada para a Chevrolet, mas mantém origem no Wuling Starlight S, e isso se reflete na ergonomia e nos sistemas a bordo.
Em desempenho e autonomia o conjunto é suficiente para uso diário, mas fica atrás de concorrentes que oferecem mais potência e alcance, por preço semelhante.
Conforme informação divulgada pelo g1, o modelo importado hoje custa R$ 219.990, o motor entrega 201 cv e torque de 31,6 kgfm, o 0 a 100 km/h é feito em 9,9 segundos, a velocidade máxima é de 150 km/h, as baterias são de 60 kWh, do tipo lítio ferro-fosfato, e a autonomia segundo o Inmetro é de 304 km.
Cinco pontos que a Chevrolet deve melhorar antes da produção nacional
1) Multimídia, adotar MyLink e integrar identidade da marca, a atual central usa uma lógica vertical e retangular que foge à experiência já conhecida pela Chevrolet no Brasil, o que prejudica a coerência da cabine e a percepção de qualidade.
2) Carregamento sem fio e Android Auto/Apple CarPlay sem fio, a ausência de carregador por indução obriga o uso de cabos atravessando o painel, reduz praticidade e impede a conectividade sem fio, impactando o uso prolongado do celular durante viagens.
3) Refinamento do sistema de alerta e permanência em faixa, apesar do pacote de segurança incluir controle de velocidade de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência, o sistema de permanência em faixa tem reações um pouco tardias e precisa de calibração mais refinada.
4) Cluster e organização das informações, ampliar e reorganizar o painel, o equipamento atual adota um cluster reduzido que dificulta a leitura rápida de informações essenciais, recomenda-se aumentar o tamanho e seguir a filosofia de apresentação de dados já adotada pela marca.
5) Potência e autonomia, oferecer opções mais competitivas, com bateria de 60 kWh e autonomia de 304 km, há concorrentes com preço próximo que entregam mais potência e alcance, por isso a GM deveria considerar versões com configuração elétrica mais robusta ou melhorias na eficiência.
Pontos de ajuste secundários e itens a preservar
A câmera 360º e os sensores de estacionamento traseiros ajudam a evitar pequenos toques, mas a falta de sensores dianteiros é perceptível para quem busca praticidade máxima em manobras.
Por outro lado, a Chevrolet deve preservar a qualidade dos materiais internos, o acabamento do console central e o teto solar panorâmico, que são pontos elogiados no modelo importado, e manter a calibração da suspensão feita para o Brasil.
Como isso impacta o comprador brasileiro
Para consumidores que priorizam eficiência, conforto e usabilidade, ajustes em conectividade e ergonomia serão determinantes para a aceitação do Captiva EV fabricado no Brasil.
Já quem busca performance mais apurada encontrará alternativas no mercado, assim a oferta de versões com mais potência ou maior autonomia pode ampliar o apelo do veículo.
Conclusão
O Captiva EV tem base interessante e acertos importantes, como a calibração do conjunto elétrico para uso diário e a suspensão ajustada para o Brasil, mas para concorrer de forma mais efetiva a GM precisa implementar melhorias em multimídia, recarga sem fio, sistemas de assistência, apresentação de informações e opções de bateria ou motor.