GWM Haval H6 ainda vale a compra em 2026, teste revela por que perdeu liderança para BYD Song, vantagens, falhas e comparação de preços e equipamentos

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GWM Haval H6 em 2026, por que a BYD Song avançou e o que realmente importa na hora de decidir comprar o SUV híbrido, entre preço, tecnologia e espaço

O SUV chama a atenção nas ruas pelo visual robusto e pela lista de equipamentos, mas perdeu a liderança entre os híbridos mais vendidos do Brasil para a linha BYD Song, principalmente por causa do preço e do portfólio da concorrente.

O modelo fabricado pela GWM em Iracemápolis oferece soluções tecnológicas que agradam, como reconhecimento facial e estacionamento autônomo, porém enfrenta problemas práticos em alguns sistemas eletrônicos que incomodam no dia a dia.

Nas próximas seções você verá os números de emplacamentos, o que o carro faz melhor, os pontos fracos observados em teste e para que tipo de comprador o GWM Haval H6 ainda faz sentido, conforme informação divulgada pelo g1.

Vendas e por que o H6 perdeu espaço para a BYD

Os números deixam claro que o H6 continua vendendo bem, mas foi superado pela linha BYD Song em 2025. Entre janeiro e junho de 2026, a comparação de emplacamentos ficou assim, conforme os dados divulgados:

BYD Song: 31.538 unidades emplacadas, Haval H6: 20.142 unidades emplacadas, Omoda 5: 9.184 unidades emplacadas, Toyota Corolla Cross: 8.721 unidades emplacadas, BYD King: 8.205 unidades emplacadas.

O consultor Milad Kalume Neto aponta que o fator preço foi decisivo, porque o BYD Song Pro parte de R$ 189.990, R$ 9.910 a menos que a versão mais barata do H6, e R$ 60 mil a menos que o H6 com mesmo sistema híbrido plug-in, além de um portfólio mais amplo da BYD, e um marketing e rede de concessionárias mais agressivos.

O que o H6 faz melhor

O conjunto do utilitário agrada pelo espaço, pela dirigibilidade e por equipamentos que costumam estar acima da média da categoria. O H6 PHEV19 testado pela reportagem tem boa lista de equipamentos e traz itens como 6 airbags, teto solar panorâmico, painel digital, projeção de informações no para-brisa, central multimídia de 14,5 polegadas, câmera 360 graus e assistentes de direção semiautônoma.

Além dos itens comuns, o modelo oferece reconhecimento facial do motorista, que salva automaticamente preferências de assentos e sistemas, e um assistente que executa toda a manobra de baliza, bastando ao motorista passar pela vaga e escolher qual deseja usar.

O porta-malas é outro diferencial prático, com 560 litros de capacidade, superior ao BYD Song Plus, que tem 552 litros, e ao BYD Song Pro, com 520 litros, o que o torna uma opção forte para quem prioriza bagagem e viagens.

Pontos fracos e problemas práticos detectados no teste

Apesar dos acertos, o GWM Haval H6 mostra falhas que exigem um período de adaptação maior do que o de concorrentes. A alavanca das setas precisa ser retornada manualmente, e durante o teste a reportagem sinalizou uma conversão errada ao tentar desligar a seta, erro que se repetiu mais de uma vez.

O sistema de ar-condicionado refrigera bem, mas não respeitou com frequência a temperatura escolhida, mesmo no modo automático. Em um ajuste para 22°C, a cabine manteve-se visivelmente mais fria, obrigando intervenções manuais.

O sistema de direção semiautônoma funciona e mantém o carro centralizado, porém emite muitos alertas e realiza intervenções que acabam atrapalhando. Por padrão, o H6 emite um alerta sonoro sempre que o piloto automático é desativado, e também avisa por voz, o que gera duas notificações ao mesmo tempo. É possível desativar os avisos por voz, mas não o alerta sonoro, e também não é possível impedir a desaceleração do veículo quando o sistema alerta para que o motorista mantenha as mãos no volante.

Em trechos de estrada, mesmo com velocidade ajustada ao limite, o carro chegou a reduzir a velocidade de forma inesperada, por causa desses alertas, o que pode aumentar o risco de aproximação por veículos que vêm atrás.

Conclusão, preço e para quem o H6 ainda vale a compra

O GWM Haval H6 agrada pelo conjunto da obra, pelo acerto da suspensão ao gosto do brasileiro, pelo desempenho do conjunto híbrido plug-in nas arrancadas e pelo espaço interno mesmo com ocupantes altos. O H6 PHEV19 testado tem preço de referência informado como PHEV19 (R$ 250.000), e há uma versão mais potente, PHEV35, que entrega maior autonomia elétrica, por cerca de R$ 290 mil.

Em relação ao custo, modelos como Jaecoo 7 e BYD Song Pro aparecem até cerca de R$ 60 mil mais baratos, e podem atender bem quem busca economia na compra. Para quem prioriza tecnologia, porta-malas maior e desempenho mais próximo do topo da categoria, o H6 se destaca. Para quem busca custo-benefício e viagens curtas em modo elétrico, o BYD Song Plus pode ser mais indicado.

No fim, a decisão depende do perfil do comprador, e o H6 ainda vale a compra para famílias que priorizam espaço, conforto e tecnologia, desde que aceitem pagar a mais por esses benefícios.

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