Retomada parcial em Porto Feliz, Toyota volta a operar com 150 funcionários, unidade foi reconstruída 45% mais reforçada e a empresa projeta retorno total até 2028
A fábrica de motores em Porto Feliz, no interior de São Paulo, voltou a operar em caráter parcial nesta terça-feira, com um evento interno para marcar a reabertura.
A retomada inicia com 150 funcionários, enquanto a unidade tinha cerca de 800 pessoas antes do vendaval que destruiu parte das instalações, e a operação completa deve retornar à fábrica em 2028.
As novas estruturas foram erguidas com reforço, e a empresa afirma que o seguro cobriu os prejuízos causados pelo vendaval, com apoio de outras plantas para manter a produção, conforme informação divulgada pelo g1.
Reconstrução, segurança e investimento
A obra deixou a planta com colunas metálicas e uma resistência maior que a anterior, a empresa diz que as novas estruturas são 45% mais reforçadas e já preveem futuras expansões.
Os prejuízos do vendaval, de acordo com a empresa, foram cobertos pelo seguro contratado, que estava em vigência, e a retomada faz parte do ciclo de investimentos anunciado para o Brasil, com foco em competitividade, tecnologia local e exportações.
Sobre o projeto industrial, Gilberto Paulino, diretor industrial da Toyota do Brasil, afirmou, exatamente, “A reconstrução de Porto Feliz é também um projeto de competitividade industrial. Cada etapa foi planejada para garantir a continuidade da produção local, incorporar ganhos de produtividade e preparar a fábrica para apoiar a estratégia da Toyota no Brasil e na região. Ver a produção retornar gradualmente é resultado de um esforço coletivo, mas, sobretudo, confirma a relevância desta unidade para o futuro da nossa operação”.
Capacidade produtiva e cronograma
A capacidade anunciada para a unidade será de 400 motores por dia, apenas no caso do Yaris, e a capacidade total, incluindo o motor 2.0, será de 700 veículos por dia.
A expectativa da companhia é que, até 2028, toda a operação, incluindo a montagem do motor 2.0, volte para Porto Feliz, enquanto o uso prolongado das instalações alugadas ainda está em estudo.
Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, declarou, exatamente, “A retomada da fábrica de motores em Porto Feliz reforça a confiança da Toyota no mercado brasileiro e a sua contribuição para o desenvolvimento do País com produção local, exportações e tecnologia local. Estamos reconstruindo e modernizando esta unidade para que ela volte ainda mais competitiva, integrada à nossa estratégia industrial e preparada para atender o Brasil e outros mercados”.
Medidas adotadas após o vendaval e operação temporária
Após o vendaval de setembro, que destelhou a fábrica e teve rajadas de vento de até 90 km/h, a Toyota precisou suspender atividades e remanejar parte do pessoal para outras unidades.
Para manter a produção, a empresa alugou galpões em um condomínio em Porto Feliz, com 45 mil metros quadrados, onde chegaram a trabalhar 373 colaboradores. Nesses espaços ocorreram usinagem e montagem do motor, e em 26 de janeiro de 2026, quatro meses após o vendaval, começaram as operações no prédio alugado.
Com a fábrica própria paralisada, operações no Japão, Europa e Ásia ajudaram no fornecimento de motores e componentes, e a empresa conseguiu retomar a produção de veículos no Brasil cerca de 40 dias após o incidente, enquanto preservava sua base de fornecedores nacionais.
Impacto sobre trabalhadores e próximos passos
Na primeira etapa da reabertura, retornarão para Porto Feliz 150 pessoas, e funcionários que haviam sido deslocados para Sorocaba e para a unidade DVR foram realocados temporariamente para manter a produção.
Antes do vendaval, a unidade contava com cerca de 800 colaboradores, e cerca de 30 funcionários tiveram ferimentos leves durante o temporal, todos liberados após atendimento médico.
Além da produção local, a fábrica em Porto Feliz produz motores flex, flex híbrido e motores só a gasolina, sendo que esses últimos ficam dedicados à exportação para 23 países, com a Argentina como principal destino.
O processo de reconstrução e a decisão sobre a duração do aluguel das instalações temporárias seguem em análise pela companhia, que destaca a relevância estratégica da fábrica para a operação no Brasil e na região.