De Ushuaia ao Alasca, cruzando 16 países em uma VW Kombi 1981, o casal fez da estrada a vida e conseguiu, finalmente, viajar de Kombi para ver Messi ao vivo nos EUA
Eles transformaram uma perua em casa, percorreram quase 80 mil quilômetros e nunca deixaram a ideia de ver Lionel Messi desistir, mesmo sem ingressos definidos, conquistando atenção por onde passaram.
O plano nasceu em rabiscos num caderno, com rotas, etapas e pernoites, e a viagem acabou os levando até um parque em Dallas, onde foram convidados inesperadamente para o jogo da Argentina.
Todos os dados e relatos aqui foram extraídos da reportagem fornecida, conforme informação divulgada pela reportagem consultada.
A jornada e a Kombi Rumba
Juan Manuel Sosa e sua esposa, Pam, saíram de Buenos Aires e seguiram primeiro para Ushuaia, ponto mais ao sul da Argentina, e depois voltaram ao norte, cruzando Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala até chegar ao México, com destino final o Alasca, nos Estados Unidos.
A perua é uma Volkswagen tipo T2, ano 1981, câmbio manual de 4 marchas, motor a gasolina, batizada de “Rumba”, equipada com pequena cozinha, fogão e chuveiro móvel, e até um adesivo de Messi no para-brisa.
Ao todo, haviam rodado quase 80 mil quilômetros desde o início da viagem, e Juan conta as etapas no caderno que usa para planejar novas rotas, enquanto mantém a manutenção do veículo na base da confiança na engenharia alemã.
O sonho de viajar de Kombi para ver Messi e a entrada no estádio
A ideia de ir até Dallas para ver um jogo da Argentina permaneceu no caderno de Juan, mesmo sem ingressos garantidos. Quando a seleção jogou na cidade, o casal desacelerou e foi até o encontro de torcedores, um dia antes da partida.
No parque, a Kombi chamou atenção dos americanos e dos argentinos, e um desconhecido, impressionado com a história, convidou-os para o jogo, porque tinha dois ingressos sobrando, ele também era argentino e trabalhava nos EUA.
No estádio, Messi primeiro perde um pênalti, depois marca dois gols e garante a vitória por 2 a 0 sobre a Áustria, uma sequência que Juan e Pam viveram como realização do sonho de viajar de Kombi para ver Messi, e que Pam definiu assim, “Fico arrepiada só de pensar” e Juan resumiu como “Foi simplesmente mágico”.
Vida na estrada, trabalho e desafios
O casal vive na estrada há oito anos, desde que, dois dias antes da partida, se casaram e cancelaram o aluguel do apartamento em Buenos Aires. Juan era professor de música, Pam trabalhava como fotógrafa, e hoje financiam a vida vendendo bijuterias e artesanato feitos à mão, além de publicações patrocinadas nas redes sociais.
A viagem trouxe desafios, desde avarias mecânicas até atravessar a região do Tapão de Darién, entre Colômbia e Panamá, onde não há estradas e foi preciso pegar balsa. Juan, autodidata em mecânica, costuma consertar a própria Kombi quando necessário.
Sobre a relação com o veículo, Pam conta e Juan repete a afeição pelo motorhome, “Conversamos muito com a Rumba, Fazemos carinho nela e agradecemos quando chegamos em segurança”, e admitiram que “Alguns nos acham loucos, mas não nos importamos”.
O futuro na estrada e novas rotas
O caderno de Juan já está guardado na Kombi, pronto para planejar as próximas viagens, e a experiência de ter conseguido assistir Messi ao vivo fortaleceu a ideia de que o projeto de vida sobre rodas vale os riscos e as mudanças de planos.
Para quem sonha em viajar de Kombi para ver Messi ou em longas jornadas, a história de Juan e Pam mostra que planejamento, adaptação e acolhimento de oportunidades improváveis podem transformar um desejo em memória, e que a estrada pode ser, de fato, a eterna lua de mel, como eles costumam dizer, “Costumamos dizer que é a nossa eterna lua de mel”.