CEO da Stellantis provoca após microfone falhar em reunião com Lula, diz ‘Deve ser de origem asiática a bateria’ e reacende debate sobre parcerias e investimentos

PUBLICIDADE

No Palácio do Planalto, CEO da Stellantis fez comentário sobre a origem da bateria do microfone após falha, enquanto governo e empresa falaram sobre investimentos e ampliação de exportações

O encontro no Palácio do Planalto reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros e o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa.

Durante a apresentação dos investimentos da montadora no Brasil, o microfone de Filosa falhou e ele fez uma provocação que gerou risos no local.

O episódio e os planos de expansão da empresa foram relatados à imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.

O comentário do CEO e a reação no Planalto

Ao apresentar dados sobre contratações e investimentos da empresa no Brasil, Antonio Filosa teve o microfone com falha e, em tom de provocação, afirmou “Deve ser de origem asiática a bateria [do microfone]”, frase que provocou risos do vice-presidente Geraldo Alckmin, enquanto o presidente Lula não esboçou reação.

O episódio foi rápido, mas chamou atenção pelo contexto político e econômico, já que as relações com montadoras asiáticas têm sido tema central na agenda de atração de investimentos.

Stellantis, histórico e parcerias citadas

A empresa envolvida, Stellantis, foi descrita em material divulgado ao governo como uma das maiores montadoras do mundo.

Segundo o próprio material, “A Stellantis é uma das maiores montadoras automotivas do mundo, criada em janeiro de 2021 a partir da fusão de 50% entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o Groupe PSA (Peugeot-Citroën), reunindo marcas icônicas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, RAM, Alfa Romeo e Maserati. Juridicamente, a multinacional está sediada em Hoofddorp, nos Países Baixos.”

Apesar da provocação sobre a origem da bateria, a Stellantis mantém parceria com uma montadora chinesa voltada ao desenvolvimento de carros elétricos e à cooperação tecnológica, informação que acompanha a estratégia do setor no país.

Contexto das políticas do governo e citações oficiais

O encontro também serviu para o governo destacar medidas de estímulo ao setor automotivo, como linhas de crédito para renovação de frotas de táxis e motoristas de aplicativos, além da busca por ampliar exportações.

Na reunião, o presidente Lula defendeu atuação conjunta entre governo e montadora para abrir novos mercados. Ele disse, textualmente, “É uma cesta de oportunidade para a indústria crescer. E acho que essa parceria traz como resultado o crescimento do Brasil. Uma coisa que vamos ter q trabalhar agora é aumentar a capacidade de exportação para América Latina e África, mercados promissores, importantes e temos condições de termos participação mais efetiva e numerosa”.

Implicações e repercussão

O comentário de Filosa teve repercussão pontual, enquanto o foco oficial permaneceu nos anúncios de investimentos e na estratégia de atração de fabricantes asiáticos de veículos elétricos e híbridos para o Brasil.

Empresas como BYD e GWM, da China, e anúncios da Hyundai, são citadas na estratégia de reindustrialização e transição energética do governo, com vistas à geração de empregos e transferência tecnológica.

No plano externo, medidas tarifárias adotadas por outros países, citadas no encontro, reforçam a intenção do governo de diversificar parceiros comerciais para proteger a indústria nacional.

Mais recentes

PUBLICIDADE