CEO da Ferrari sai em defesa do Luce, e diz que modelo elétrico despertou forte interesse entre clientes antigos e novos, apesar das críticas ao design e ao preço
A Ferrari recebeu uma onda de críticas ao apresentar o seu primeiro carro totalmente elétrico, o Ferrari Luce, mas a montadora diz já observar procura concreta pelo modelo.
Segundo o presidente-executivo Benedetto Vigna, muitos clientes participaram do lançamento e transformaram o interesse em pedidos, com transferências bancárias já recebidas.
Os dados e declarações foram apresentados pela própria Ferrari após o evento de lançamento, conforme informação divulgada pela Ferrari.
Reação do público e defesa do CEO
Vigna afirmou em Modena que “Há um grande interesse, inclusive de novos clientes”, destacando que a reação negativa nas redes sociais pode mudar quando as pessoas conhecerem o carro de perto.
Durante o lançamento em Roma, a Ferrari apresentou o novo modelo a cerca de 1.600 clientes, e, conforme o CEO, “Já recebemos transferências bancárias. Os clientes que estavam lá querem o carro”.
Cotação das ações e resposta do mercado
Após o anúncio, as ações da Ferrari registraram forte volatilidade, com queda de mais de 8% na terça-feira, recuperando estabilidade na quarta-feira, e subindo quase 3% na quinta.
Analistas e investidores reagiram às incertezas sobre a aceitação do Ferrari Luce e ao impacto da transição para veículos elétricos na identidade da marca.
Posicionamento sobre design, comparação com outros elétricos e linha de produtos
O lançamento suscitou críticas de que o design do Luce foge ao padrão tradicional da marca, e houve quem dissesse que o carro “não parece uma Ferrari” nas redes sociais.
Vigna negou comparações diretas com outros carros elétricos do mercado, incluindo modelos chineses, e afirmou que a percepção pode mudar com a experiência presencial do veículo.
Preços, produção e planos futuros
Sobre o preço elevado do modelo, o CEO afirmou que o valor é justificável pela inovação oferecida pelo veículo, e reforçou que o Ferrari Luce será apenas mais uma opção na linha da marca.
A Ferrari, segundo Vigna, continuará produzindo carros com motores a gasolina e híbridos, mantendo essa oferta paralela ao desenvolvimento de elétricos, e divulgará números mais precisos sobre encomendas em julho, junto com os resultados do segundo trimestre.