GM aumenta projeção de lucro para 2026 em US$ 500 milhões após alta nas vendas de picapes e SUVs nos EUA, Chevrolet puxa resultado

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GM eleva previsão de lucro para 2026 após alta das vendas de picapes e SUVs, com preço médio de venda por veículo em cerca de US$ 52 mil nos EUA, impulsionando margens

A General Motors, dona das marcas Chevrolet e Cadillac no Brasil, anunciou nesta terça-feira um novo ajuste na projeção de lucro para 2026, citando demanda por veículos maiores e mais caros nos Estados Unidos.

O resultado do trimestre superou as estimativas, mesmo com um ambiente econômico marcado por inflação, tarifas e custos de produção em alta.

As informações e os números a seguir foram divulgados pela Reuters, conforme informação divulgada pela Reuters.

Resultados financeiros e números-chave

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia no trimestre subiu para US$ 3,9 bilhões (R$ 19,81 bilhões), ante cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,24 bilhões) um ano antes. Em base ajustada, o lucro foi de US$ 3,57 por ação (R$ 18,14 por ação), acima da expectativa dos analistas, de US$ 3,20 por ação (R$ 16,26 por ação), segundo dados da LSEG.

A GM elevou sua projeção de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões).

O preço médio de venda de um veículo da GM nos EUA ficou em cerca de US$ 52 mil (R$ 264.160, em conversão direta) no trimestre, ligeiramente acima do registrado um ano antes.

Por que as picapes e SUVs puxaram o lucro

A GM atribuiu o forte desempenho ao fato de manter preços elevados nos Estados Unidos de picapes e SUVs de maior valor, que são os veículos mais lucrativos da empresa.

Segundo a companhia, a demanda aquecida dos consumidores americanos ajudou a compensar pressões com aumento dos custos de matérias-primas e gastos relacionados ao comércio exterior.

O diretor financeiro Paul Jacobson afirmou à CNBC, “Conseguimos superar parte dessa incerteza”, acrescentando que os clientes da empresa “têm demonstrado muita resiliência”.

As ações da GM avançavam cerca de 4% nas negociações da manhã desta terça-feira, refletindo a reação positiva do mercado.

Custos, tarifas, veículos elétricos e outras frentes

A montadora destacou que a transferência de parte da produção para os EUA, para evitar tarifas, e o aumento dos gastos com software geraram custos adicionais entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões).

Ao mesmo tempo, a empresa foi beneficiada pelo aumento das vendas de veículos movidos a combustão e por uma forte queda nas vendas de veículos elétricos, segmento que historicamente gera prejuízo para a GM.

Desde o segundo trimestre de 2025, a empresa registrou US$ 10,9 bilhões (R$ 55,37 bilhões) em despesas relacionadas aos veículos elétricos, incluindo US$ 2,3 bilhões (R$ 11,68 bilhões) neste trimestre.

A GM manteve a previsão anterior de que as tarifas terão um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões (R$ 12,70 bilhões) e US$ 3,5 bilhões (R$ 17,78 bilhões) em seus resultados, e afirmou que a inflação dos custos de matérias-primas, semicondutores e logística deverá reduzir seus lucros entre US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) e US$ 2 bilhões (R$ 10,16 bilhões) neste ano.

Margens regionais e perspectiva

Na América do Norte, a margem de lucro aumentou para 8,6%, ante 6,1% no mesmo período do ano anterior, apesar da queda de 4% nas vendas trimestrais.

Na China, a GM registrou ganho de equivalência patrimonial de US$ 83 milhões (R$ 421,64 milhões), acima dos US$ 71 milhões (R$ 360,68 milhões) registrados um ano antes.

Os negócios internacionais, excluindo a China, registraram queda de 7% no lucro operacional, para US$ 190 milhões (R$ 965,20 milhões).

Além disso, a empresa vê futuro promissor no negócio de equipamentos de defesa, que deve gerar quase US$ 700 milhões (R$ 3,56 bilhões) em receita neste ano e crescer, em média, 30% ao longo dos próximos anos.

Executivos da GM demonstraram confiança de que o ritmo pode continuar em 2027, com expectativa de crescimento da receita, do lucro operacional e da geração de caixa, mesmo com riscos por tarifas e custos de cadeia de suprimentos.

As informações e os números citados neste texto foram divulgados pela Reuters, conforme informação divulgada pela Reuters.

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