GM aumenta projeção de lucro para 2026 com expectativa de reembolso das tarifas americanas de Trump, apesar do impacto das tarifas e do aumento dos custos ligados à guerra no Oriente Médio
A General Motors elevou sua projeção de lucro para 2026, apoiada na perspectiva de um mercado automotivo resiliente nos Estados Unidos, e na expectativa de receber o reembolso das tarifas americanas. A companhia reportou desempenho acima do esperado no início do ano, com margem que ajudou a sustentar a revisão da previsão.
A montadora registrou resultado robusto no primeiro trimestre, mesmo com pressões externas, e espera que parte do efeito das tarifas seja compensado por reembolsos futuros. A direção também manteve um alerta sobre custos crescentes provocados pela guerra no Oriente Médio.
Conforme informação divulgada pela General Motors e dados da LSEG.
Resultados do primeiro trimestre e números-chave
A GM reportou um lucro antes de juros e impostos de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,5 bilhões) no primeiro trimestre do ano, valor acima das estimativas dos analistas, segundo dados da LSEG. Esse desempenho serviu de base para a revisão da previsão.
Com margens mais altas, impulsionadas por regras de controle de poluição e economia de combustível nos EUA mais flexíveis, a empresa conseguiu proteger parte dos ganhos, embora continue exposta a custos externos.
Expectativa de reembolso das tarifas e projeção para 2026
A companhia aumentou sua perspectiva de lucro em US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões), quantia que corresponde ao montante que a GM espera recuperar com o reembolso das tarifas americanas. Com isso, a empresa projeta um lucro entre US$ 13,5 bilhões e US$ 15,6 bilhões (R$ 67,3 bilhões a R$ 77,8 bilhões) para 2026.
Ao mesmo tempo, a GM reforça que as tarifas americanas ainda devem ter um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões) no resultado do ano, mesmo com a expectativa de reembolso.
Impacto das tarifas e da guerra no Oriente Médio
A empresa afirmou que as tarifas comerciais impostas por Trump, e os custos mais elevados de energia ligados à guerra com o Irã, estão pesando sobre os resultados, mesmo com margens maiores. A GM também citou efeitos em logística e matérias-primas.
A montadora desviou remessas planejadas de 7.500 SUVs do Oriente Médio por causa do conflito, e estima que a inflação em matérias-primas, semicondutores e logística reduzira os lucros entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões (R$ 7,5 bilhões a R$ 10 bilhões) neste ano, cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) a mais do que a projeção no fim do ano passado.
Riscos e declaração da direção
A CEO Mary Barra chamou atenção para o principal fator de incerteza, ao afirmar, “A principal questão que estamos observando é a evolução do conflito com o Irã”, citando o aumento dos custos de commodities e logística como pontos de atenção.
Em resumo, a expectativa de reembolso das tarifas americanas dá um alívio nas projeções da GM para 2026, porém a companhia segue exposta a impactos das tarifas e à inflação decorrente do conflito no Oriente Médio, fatores que podem alterar o resultado futuro.