O novo Chevrolet Sonic chega ao mercado com objetivos claros de competir em preços e atributos, oferecendo uma proposta que mistura esportividade e praticidade.
No teste inicial em ruas de São Paulo, o modelo mostrou equilíbrio entre conforto e direção dinâmica, além de isolamento acústico e um som surpreendentemente competente.
Nesta reportagem você vai ler sobre motor, dirigibilidade, espaço interno, itens de segurança e como o Sonic se posiciona frente a rivais como o Volkswagen Nivus e o Fiat Tera, conforme informação divulgada pelo g1.
Motor, desempenho e correia banhada a óleo
O Sonic oferece o motor 1.0 turbo com injeção direta, com 115 cv de potência e torque de 18,9 kgfm, disponível nas versões Premier e RS, e vem de série com câmbio automático de seis marchas.
O conjunto é mais leve que o do Tracker, com 1.139 kg, e por isso entrega retomadas mais ágeis, além de consumo melhor em relação ao irmão maior.
A correia banhada a óleo continua no projeto, porém, “Desde 2025, no entanto, o componente recebeu atenção especial da General Motors.”, a montadora diz que passou a usar materiais de maior resistência.
A Chevrolet também afirma que, seguindo o plano de revisões, a correia pode durar até 20 anos de uso, e que “a fábrica dá garantia de 240 mil ao componente.”
Conforto, dirigibilidade e percepção sonora
Apesar das rodas de 17 polegadas, o Sonic filtra bem o asfalto de São Paulo, oferecendo um acerto de suspensão que privilegia conforto sem abrir mão da estabilidade nas curvas.
A direção elétrica mantém alguma comunicação com o motorista, o que reforça a proposta mais dinâmica do modelo, e o isolamento acústico é eficiente em baixas rotações.
O ronco do motor em giros mais altos é presente na medida certa, sem se tornar incômodo, e o sistema de som se destacou no teste por oferecer boa presença de médios e graves.
Espaço, ergonomia e equipamentos
O Sonic é 5 cm mais comprido que o Onix, quase 2 cm mais largo e 6 cm mais alto, mantendo o mesmo entre-eixos de 2,55 m.
Com isso, o porta-malas sobe para 392 litros, contra 303 litros do Onix, embora o espaço para pernas no banco traseiro fique mais justo devido ao mesmo entre-eixos.
No interior, o Sonic traz cluster de instrumentos de 8 polegadas integrado com multimídia de 11 polegadas, carregador por indução e conexão sem fio para Android Auto e Apple Car Play.
O OnStar, no plano de entrada chamado Basics, “vem de série por 8 anos”, com diagnósticos remotos e comandos via app, e a GM oferece “uma cortesia de 3 meses grátis do serviço”, dependendo da ativação.
Segurança ativa, assistência e posicionamento de preço
O Sonic estreia uma nova geração do Chevrolet Intelligent Driving, com câmera frontal de alta definição e mais cobertura, e o “sistema de frenagem automática de emergência atua em uma faixa mais ampla, entre 8 e 130 km/h.”
O pacote inclui assistente de permanência em faixa com correção ativa, alerta de ponto cego e seis airbags de série, e a versão RS agrega Easy Park e sensores dianteiros e laterais.
Na prática, o Sonic foi lançado com preço promocional de R$ 129.990 na versão Premier e R$ 135.990 na versão RS, condição que, segundo concessionária consultada no teste, vale apenas para os primeiros 3 mil Sonic vendidos.
Se os preços subirem, e no caso da RS passarem de R$ 140 mil, será preciso reavaliar se o pacote continua competitivo frente a Nivus e Tera, e a reação de Fiat e Volkswagen definirá o impacto real do modelo no segmento.