Com a Nova CNH, o Brasil registrou 4,8 milhões de pedidos de primeira habilitação até abril, crescimento de quatro vezes sobre 2025, e medidas que reduziram custos para estudantes
A procura pela primeira CNH cresceu de forma acelerada no começo de 2026, com mais pessoas fazendo requerimentos e participando de cursos e provas. O movimento ocorre após mudanças no modelo de emissão e no uso do aplicativo da CNH do Brasil.
O aumento envolve tanto aulas teóricas quanto práticas, além de exames médicos e psicológicos, e já reflete números expressivos de emissão de carteiras no período. A mudança também mexeu nos preços cobrados por serviços que eram obrigatórios.
Essas transformações sinalizam uma combinação de maior acesso e diminuição da burocracia para quem busca a primeira habilitação, com impacto direto na economia dos alunos.
conforme informação divulgada pelo Ministério dos Transportes.
Dados e volume de serviços no primeiro quadrimestre
O salto na demanda foi confirmado pelos números oficiais, que mostram aumento em várias etapas do processo de habilitação. Em 2026, entre janeiro e abril, foram registrados números recordes em cadastros e movimentação nos serviços relacionados à CNH.
Requerimentos para primeira habilitação: 4.834.308, Exames médicos e psicológicos: 2.353.329, Cursos teóricos: 2.546.124, Exames teóricos: 1.116.302, Cursos práticos: 1.860.129, Exames práticos: 1.763.747, Emissão de CNH: 858.896
O total de pedidos é quatro vezes maior que os 1.119.321 requerimentos registrados no mesmo período de 2025, segundo o Ministério dos Transportes. A emissão de CNHs alcançou o segundo melhor resultado desde 1997, com 858.896 carteiras expedidas, perto do recorde de 2014.
Como as mudanças reduziram custos e a burocracia
Em dezembro de 2025, o processo para tirar a CNH ficou menos burocrático e mais barato, uma das principais alterações foi o fim da exigência do curso teórico obrigatório em autoescolas. Isso impactou diretamente os preços cobrados em algumas unidades da federação.
Em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o candidato chegava a pagar cerca de R$ 1.000 apenas pelo curso teórico em autoescolas, e o conjunto de aulas teóricas e práticas custava entre R$ 3.000 e R$ 5.000, segundo dados do ministério.
O programa aponta uma economia total estimada em R$ 1,8 bilhão para alunos, com 55% dessa redução concentrada em seis das 27 unidades da federação, incluindo estados e Distrito Federal.
Novas funcionalidades do aplicativo e impacto na fiscalização
O aplicativo da CNH do Brasil passou a mostrar instrutores habilitados e autoescolas, com filtros por geolocalização, CEP ou endereço, facilitando a escolha do aluno. As aulas cadastradas geram um certificado para o estudante, e os instrutores podem registrar atividades como autônomos ou vinculados a autoescolas.
Também foi criada a Credencial do Instrutor de Trânsito, para facilitar a identificação por parte das autoridades, mantendo a habilitação dos instrutores sob responsabilidade de cada Detran estadual. Hoje existem 170.000 instrutores habilitados no país, e apenas 7% das aulas práticas são ministradas por instrutores autônomos.
Todas as atualizações feitas no aplicativo são inscritas de forma imediata no Registro Nacional de Condutores Habilitados, o Renach, com comunicação automática aos Detrans, o que promete maior agilidade e controle no processo de formação de condutores.
O que muda para quem vai tirar a CNH
Para candidatos, a combinação da Nova CNH com o teto de preços e o registro digital das aulas deve reduzir custos e acelerar a emissão. O programa estabeleceu um teto de R$ 180 nos preços pelos exames médicos e psicológicos, o que uniformiza um dos custos do processo.
Quem vai iniciar o processo deve checar instrutores e autoescolas no aplicativo, confirmar registros das aulas e acompanhar a comunicação automática ao Renach, para garantir que certificados e exames sejam validados sem atrasos, e aproveitar a queda de custos impulsionada pelas mudanças.