Petrobras mira autossuficiência em diesel e gasolina até 2031 e avalia produzir 100% da demanda brasileira no plano 2027-2031

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A Petrobras está avaliando, para o próximo plano de negócios 2027 a 2031, iniciativas que visem produzir toda a demanda brasileira por diesel e gasolina, uma meta acima da atual, que prevê 85% da demanda até 2030.

A declaração da presidente da estatal, Magda Chambriard, indica que o contexto internacional e a confiança do mercado criam espaço para ampliar metas de refino, desde que isso seja feito de forma segura e rentável.

As informações foram divulgadas pela companhia durante a apresentação dos resultados trimestrais, e a posição oficial já tem impactos potenciais sobre investimentos, oferta doméstica e política de preços, conforme informação divulgada pela Petrobras.

Metas e números

Atualmente, a meta oficial é a produção de 85% da demanda brasileira de diesel até 2030, a meta atual, que prevê a produção de 85% da demanda brasileira de diesel até 2030.

A novidade é que a empresa começou a estudar projetos que permitam ir além desse objetivo e, possivelmente, atingir 100% da demanda doméstica por diesel e gasolina no horizonte 2027-2031.

O que disse a presidente

Em entrevista por videoconferência, Magda Chambriard afirmou, texto da declaração, “Com a guerra, com os resultados alcançados pela companhia e pela confiança que o mercado brasileiro tem na Petrobras, estamos tratando de forma segura e rentável analisar a oportunidade que muito provavelmente virá no nosso próximo plano de negócio de atingir a autossuficiência brasileira em diesel (e gasolina)”.

A citação destaca fatores externos, como a guerra, e internos, como resultados financeiros e percepção do mercado, como elementos que embasam a revisão de metas.

Fatores que motivam a proposta

A empresa atribui a possibilidade de ampliar as metas a uma combinação de fatores, incluindo o cenário internacional mais incerto e a confiança do mercado brasileiro na Petrobras.

Além disso, a estatal aponta que há espaço para avaliar projetos de refino desde que sejam viáveis economicamente e garantam segurança operacional, reduzindo riscos ao conseguir maior participação na oferta doméstica de combustíveis.

Impacto para consumidores e para o governo

Segundo a própria Petrobras, “o governo brasileiro tem reconhecido o papel da Petrobras em fornecer combustíveis a preços acessíveis ao mercado interno.” Essa posição sugere que a busca pela autossuficiência pode ter apoio político, sobretudo se contribuir para maior estabilidade de oferta e preços.

Se confirmada a meta de produzir 100% da demanda interna por diesel e gasolina, o movimento poderá alterar investimentos em refinarias, logística e estoques, e terá efeitos sobre a concorrência e a regulação do setor.

Nos próximos meses, a definição ocorrerá à medida que a estatal fechar seu plano de negócios 2027-2031, quando deverá detalhar projetos, prazos e estimativas financeiras para o caminho rumo à autossuficiência em diesel e gasolina.

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