A estatal decidiu analisar um aumento no preço da gasolina vendido às distribuidoras, mas quer evitar perder clientes para o biocombustível.
A preocupação central é que um reajuste forte torne o etanol mais atraente, reduzindo a venda de gasolina nos postos.
Essas informações foram passadas pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em videoconferência com analistas de mercado, conforme informação divulgada pelo g1
Por que a Petrobras freia o aumento
A companhia considera o impacto do ajuste no market share, e quer garantir que o repasse aos preços não torne o etanol uma alternativa mais vantajosa para o consumidor.
Na avaliação da presidente, “Nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso ‘market share’ e na evolução do mercado do etanol“, frase dita por Magda Chambriard durante a apresentação.
Concorrência com o etanol e safra de cana
O etanol passou a ficar mais competitivo com o início da safra de cana-de-açúcar e com a redução dos preços nas bombas, o que segundo a Petrobras pode deslocar parte da demanda da gasolina para o biocombustível.
Com o biocombustível mais barato, muitos motoristas podem optar por abastecer com etanol dependendo da diferença de preços entre os dois combustíveis.
Posição do governo e números citados
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou após encontro com a presidente da estatal que, diante da alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio, há necessidade de a Petrobras reavaliar continuamente os preços dos combustíveis no Brasil.
Durigan citou ainda que temas como a “defasagem de 30% no diesel e de 65% na gasolina” em relação aos preços internacionais foram levantados, e disse que “esse é um ‘tema da Petrobras’“.
O que vem a seguir
A companhia sinaliza que o aumento pode ocorrer “já, já”, mas continuará monitorando a evolução do etanol e a reação do consumidor antes de confirmar qualquer reajuste definitivo.
Analistas e agentes do setor acompanharão os próximos passos, que dependerão tanto da dinâmica dos preços internacionais do petróleo como da oferta e preço do etanol nas bombas, o que deve definir o ritmo e a magnitude de eventuais alterações no preço da gasolina.